
Mudando um pouco de assunto para aquilo que fazemos de (pior) melhor.
(Ok, é meio antiguinha, da última viagem a Fiepag, em 2003, mas... devagar também é pressa...)
\ Parabéns então aos designers brasileiros (não sei se dá para parabenizar o Design nacional). E também aos cineastas brasileiros e aos bravos defensores das ciências e da cultura, tão aviltadas nesse país. Sim, parabéns a todos, já que nosso querido ex-presidente, tão letrado e instruído, não conseguiu pensar em nenhuma outra data que estivesse vaga e tivesse relevância para a comemoração. Mas tudo bem, é uma bela homenagem a um importante representante da áreaNo dia 19 de outubro de 1998, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, assinou um decreto instituindo o dia 5 de novembro como o Dia Nacional do Design, que começou a vigorar a partir da data de sua publicação no Diário Oficial, o dia 20 de outubro do mesmo ano.Esta data foi instituída em homenagem a um defensor do design no Brasil, o advogado, artista plástico, designer e planejador brasileiro Aloísio Magalhães, nascido em 5 de novembro de 1927.Sendo um dos designers mais importantes de sua época, Aloísio desenvolveu projetos conhecidos nacional e internacionalmente, como a identidade visual da Petrobras (alterada há alguns anos), o desenho das notas do cruzeiro novo e o símbolo do IV Centenário do Rio de Janeiro. Participou do grupo de vanguarda "O Gráfico Amador" em Recife, na década de 60. Na mesma época, ganhou os principais concursos brasileiros de desenho de símbolos. Em 1962, participou da criação da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) e, em 1980, assumiu a Secretaria de Cultura do MEC.Alóisio Magalhães sempre defendeu conceitos como a "brasilidade" do design e a recuperação da memória artística e cultural brasileira e foi sem dúvida, uma das figuras mais importantes da história do design brasileiro. Entre seus trabalhos, o design das notas do cruzeiro novo é um dos mais conhecidos. Aloísio acabou com o conceito de "pé" e "cabeça" do dinheiro, criando uma moeda individualizada e reconhecida como inovadora mundialmente e influenciando todo modo de produção monetário no Brasil desde então.O design brasileiro e a indústria nacional têm muito a agradecer ao empenho de Aloísio Magalhães, pois foi por esforço dele que hoje podemos identificar um avanço no entendimento do significado do design pelo empresariado. Este entendimento vem se reafirmando pelos resultados vivos obtidos pela indústria nacional através da efetiva inserção do design nos processos produtivos como ferramenta fundamental no desenvolvimento de seus produtos e, pela sensível percepção dos resultados traduzidos na rentabilidade da produção, na racionalização de processos, na melhor adequadação de materiais e na preocupação com o impacto dos produtos no meio ambiente.A mistura de todos estes fatores remete a uma produção caracterizada pelos diferenciais necessários para o aprimoramento do padrão de qualidade do produto nacional e para o bom desempenho na sua comercialização nos mercados interno e externo. A busca pela "brasilidade" nos produtos como identidade começou com a visão futurista do designer Aloísio Magalhães e vem se reafirmando a cada dia através do esforço dos profissionais de design e do bom entendimento da indústria.Confira, abaixo, o decreto que instituiu o Dia Nacional do Design:
DECRETO DE 19 DE OUTUBRO DE 1998 Institui o "Dia Nacional do Design", e dá outras providências.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso II, da Constituição, DECRETA:Art 1º Fica instituído o "Dia Nacional do Design ", que será comemorado no dia cinco de novembro de cada ano.Art 2º Caberá ao Comitê Executivo do Programa Brasileiro do Design – PBD a coordenação das atividades relacionadas à comemoração do "Dia Nacional do Design".Art 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.Brasília, 19 de outubro de 1998; 177º da Independência e 110º da República.

Estará presente nas sessões o cineasta de animação e organizador do evento no Rio de Janeiro Marcelo Marão, que apresentará os curtas e os debaterá com a platéia. Um dos curtas animados selecionados para a sessão infantil é de autoria do próprio Marão (Seu dente e meu bico, projeto selecionado pelo edital Curta Criança: Animação), que se diz ansioso para descobrir como foi feita a adaptação da obra e acompanhar a recepção do público.
Além do debate, Marão tentará desenhar para os deficientes visuais após a sessão. "Ainda não sei como; estamos tentando descobrir um modo de fazer caricaturas do público em alto relevo". Sem dúvida, um excelente começo para uma semana que promete ser bastante animada.
Útimas atualizações:
A exibição da sessão infantil com videodescrição que ocorreu hoje no Instituto Benjamim Constant foi um sucesso. Além dos filmes e dos comentários, Marão fez caricaturas das crianças em relevo, com cola colorida, permitindo assim que elas visualizassem os desenhos. Depois de algum tempo, todos se animaram e começaram a fazer seus próprios desenhos. Foi uma experiência interessantíssima, de deixar mais leve qualquer coração.
E as comemorações do Dia Internacional da Animação continuam. Saiba mais em http://abca.org.br/dia/.
E essa postagem já caducou!
(reblogado de O quadro-negro animado)